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MASTERPOST: Entenda o que foi dito sobre o álbum Music For Cars na entrevista para o Beats1

Na tarde de hoje (27), Matty Healy deu uma entrevista para Zane Lowe da Beats 1, trazendo informações sobre o próximo álbum da banda, confira a tradução da entrevista!

ZANE: Estamos com o Matty Healy da brilhante banda The 1975 em uma época mágica, de transição e celebração. Por conta de tudo conquistaram até agora como uma banda, pela tour que está chegando ao fim e por terem alcançado todo esse sucesso com o segundo álbum, meus parabéns cara.

MATTY: Obrigado, cara.

ZANE: Inacreditável.

MATTY: Sim, é. Nós sempre falamos sobre isso, até mesmo na primeira vez que vim aqui… Você acompanha desde o começo, eu cheguei falando sem parar, com jaqueta de couro e eu estava tipo blablabla (barulhos estranhos de quando o Matty balbucia, fiquei muito feliz de saber que ele está consciente que faz isso, quem traduz suas entrevistas sou eu fofo) Me lembro de, precisar entender tudo. Eu nem mesmo podia fazer isso no primeiro dia. Hoje, eu acho que…

ZANE: Porque você tinha pressa. Você queria que o mundo soubesse o que você já sabia.

MATTY: Era parcialmente isso. E parcialmente o insano medo de me acomodar que é motivo de termos 32 faixas do álbum.

ZANE: Mas ninguém sabia quais eram seus objetivos para se acomodar naquele ponto.

MATTY: Exatamente!

ZANE: “Vocês não sabem meus objetivos mas eu não quero acomodá-los!”

MATTY: Você deve se lembrar, eu vivi e criei esse mundo, eu tinha 24 anos antes do the 1975 acontecer completamente e nós..

ZANE: Você se sentia velho nesse ponto da sua vida?

MATTY: Eu definitivamente não me sentia com 18 anos… não me sentia aquele adolescente que teve todos os contratos de gravadoras e coisas assim, recusados.

ZANE: Então, você tinha pressa?

MATTY: Sim, eu meio que tinha pressa, eu vivia na casa da minha mãe, então era essa a pressa que eu tinha, tipo “vamos lá, isso precisa acabar”.

ZANE: Sua mãe te dizia “quando esse sonho vai se tornar realidade?”

MATTY: Sim, por um longo tempo, o negócio é que você sempre sente que está chegando perto mas sempre vai ter aquela pessoa segurando a chave para tudo, sempre vai ter aquela tour que faz você explodir e aquela tour que acaba com você. Eu lembro de você me dizendo isso porque The City foi a primeira coisa que você tocou e eu me lembro que você disse que a sonoridade era totalmente formada e eu pensei “sim, porque estamos fazendo isso a muito tempo” e quando percebemos que não seria necessariamente uma grande gravadora ou um contrato que faria the 1975 estourar, nós meio que fizemos por conta própria e desde então esse senso de ambição ou medo de me acomodar são algo que eu nunca consegui superar. Então é por isso que esse último álbum foi tão cheio de tudo que eu poderia colocar.

ZANE: Eu acho que já foi provado várias vezes que aqueles que fazem muito sucesso fazem aqueles que estão por vir saberem o que tem que dizer mas eles estão preocupados que ninguém vai ouvi-los?

MATTY: Eu penso que tem, em partes, haver com o fato de que fazer arte, fazer música sempre é pessoal mas quando se é dito que… The 1975 na época que eu tinha 19/20 anos, quando estava tentando conseguir um contrato, não tinha haver com o que eu fazia, tinha haver com quem eu era! Então quando as pessoas me diziam que aquilo não era bom o suficiente, estavam dizendo que eu não era bom o suficiente. Isso, suponho, que inspirou um pouco de amargor e um pouco de um tipo de redenção… Então quando as coisas começaram a acontecer eu estava pensando “acertei muito!”

ZANE: Precisa existir algo saudável na música pop, precisa ter.

MATTY: Precisa! E não tem muito no momento, o negócio é, eu nunca quis aparecer como…

ZANE: Aquela música pop que está arrasando. Você não precisa dizer nada porque estão todos lá fora te apoiando.

MATTY: Certo, é um ótimo lugar para estar, a música pop no momento, porque existem coisas que são verdadeiramente subversivas. Mas isso vem, principalmente, do mundo hip-hop. Tem muito haver com Migos, no momento. Se essa é a nova música pop, vem de um lugar verdadeiro…

ZANE: Drake fez um grande trabalho, ele chegou e foi o álbum que mudou a fortuna dele, o mais popular, vamos falar disso de novo em alguns minutos, mas é aqui que vamos começar, é aqui que vai ficar profundo, senhoras e senhoras.

Se você é um fã de the 1975, um fã do Matty Healy, temos perguntas raras para ele, sua boca está aberta e a honestidade está por vir.

– Tocaram The City –

ZANE: Cara, eu já te disse isso antes e eu realmente quis dizer, com todo respeito, que tipo de artista tão precoce começa assim? É um começo inacreditável.

MATTY: Essa música foi a primeira vez que finalmente… Éramos essa banda dos 14/17 e não estava rolando. Vivíamos em Wilmslow, a mesma coisa desde que tínhamos 13, quando fizemos 17/18 começamos a realmente nos envolver em música Dance e na ideia disso. Eu não sei dizer como tudo se tornou um pouco mais completo. The City foi o resultado direto de um pensamento tipo “calma aí, somos uma banda, se tocarmos os protótipos do rock’n roll, não tem erro. Mas vamos criar uma banda de loops, vamos criar uma banda da mesma forma que criaríamos um pedaço de Dance.” Nós somos do Reino Unido, somos de Manchester.

ZANE: É  aí que tem muita cultura híbrida, no Reino Unido, e é ai que as coisas se fundem e novas bandas são formadas.

MATTY: Sim! Quer dizer, olhe para garage music ou grime music, coisas assim, eu cresci em uma garagem.

ZANE: Você também é um rato de estúdio. Você e George, isso se tornou bem evidente, vocês começaram a trabalhar com outros artistas também, quão intensamente vocês se envolveram com isso?

MATTY: Eu acho que é a ideia de nos tornarmos autores.

ZANE: Você acabou de soltar a palavra com A? AI MEU DEUS.

MATTY: Eu soltei a palavra com A. É algo que se parece meio… definitivamente digno de uma explosão.

ZANE: Definitivamente. A primeira vez que essa palavra é citada esse ano, foi citada duas vezes ano passado.

*O Matty disse “auteur” em francês”

MATTY: Tudo gira em torno de o quanto de ambição temos, eu acho que George e eu meio que produzimos nossa própria banda então já sabíamos que éramos capazes de fazer isto. Passamos tanto tempo produzindo nossos álbuns, então quando encontramos bandas como The Japanese House e Pale Waves, pensamos “podemos fazer isso, temos a capacidade de fazer”.

ZANE: The Japanese House foi, na verdade, um grande acontecimento para mim e para todos porque se parece como uma extensão do The 1975 em sua paixão mas dirigido por um individuo muito forte, a Amber. Então foi uma colaboração para começar mas vocês estavam abrindo uma porta cada vez mais ampla para ela encontrar sua voz em cada música. E foi feito com perfeição.

MATTY: Eu nunca quis fazer algo que fosse muito associado ao The 1975 mas o mundo que criamos é meio que perfeito para aquele tipo de voz e é interessante porque temos a habilidade de nos expressar através disso, sem ser exagerado, você não ouve uma música do The Japanese House e escuta a mim ou ao George particularmente, mas…

ZANE: Mas ela sabe. Ela tem sua própria rua na mesma cidade que vocês.

MATTY: Exatamente, eu gosto disso.

ZANE: Tem a música nova do The Japanese House, chamada Saw You In A Dream…

MATTY: Oh, essa música! Eu não trabalhei nessa, foi tudo ela! Vou ser honesto com você, eu não trabalho mais com o The Japanese House.

– Tocaram Saw You In A Dream –

ZANE: Como eu disse tem muito de, eu chamaria de uma grande espiritualidade entre Amber e o que vocês fazem.

MATTY: Definitivamente.

ZANE: Você pode ouvir.

MATTY: Demais! Ela sabe o que está fazendo, ela soa como Burt Bacharach, é loucura!

ZANE: Eu acho que isso que o The Japanese House é capaz de fazer em situações assim, de mostrar esse outro lado, red velvet, é algo que vocês nem sempre podem mostrar. É aquele terno vermelho de veludo que você definitivamente tem.

MATTY: Especialmente com a Amber, sendo uma mulher forte e independente, uma personagem poderosa, é muito bom vê-la caminhar com tanta confiança porque ela está meio que deixando a gente para trás. Ela sabe o que está fazendo.

ZANE: Isso é lindo, cara. Você pode viver, não apenas em suas próprias experiências, mas também vivenciar isso em outros artistas.

MATTY: Sim, é incrível e essa coisa que criamos com a Dirty Hit agora…

ZANE: Qual o seu envolvimento com a Dirty Hit agora? Tirando o fato de ser alguém que colabora com o The 1975 parece que você está entrando em um nível A&R de produção.

MATTY: É, eu acho que estou. A Dirty Hit pertence ao Jamie e é como se ele fosse o 5º membro do The 1975 desde que ele começou a ser nosso empresário [mais uma vez vemos John Waugh sendo injustiçado]. Nosso relacionamento começou e… Eu descobri a Amber através dele e então ele me levou para ver uma banda chamada Pale Waves e eu me lembro quando começou com o Wolf Alice, tudo é tão… A gravadora meio que começou para lançar o nosso álbum e agora tem essa insana credibilidade de lançar bandas como Wolf Alice, The Japanese House, é incrível.

ZANE: Não seria suficiente apenas para lançar um álbum, existem verticais, oportunidades para colaborar com outros artistas, construir outras coisas nesse expansivo ambiente onde seus fãs estão procurando em vocês, constantemente, coisas para se preencher. Então é apenas uma oportunidade de serem capazes de fazer isso.

MATTY: Eu acho que sim. Penso que é tudo parte de uma história. Estamos em uma época interessante agora, para o The 1975. As surpresas serão reveladas em breve. 

ZANE: Ohhh, vamos com calma! Acho que você acaba de causar uma explosão e eu nem sei o motivo. Continue…

MATTY: Uma coisa que eu acho interessante, que você acha interessante é… Como você disse uma vez, que a música do The 1975 é a chave para uma porta. O que está no quarto que é interessante. Eu gosto disso que você disse, é muito inteligente. Eu acho que pode ser a extensão do aesthetic ou a maneira como a multimedia é formatada, mas isso significa que as pessoas sempre tiveram uma ideia muito limpa do que estava acontecendo. Tive a ajuda de que o primeiro álbum é preto e branco e tinha esse vocabulário e o segundo é rosa e tinha esse outro vocabulário, uma vez que definimos essas duas eras, tudo que as pessoas me perguntavam era sobre o novo material, sobre a nova era e eu tive que revelar isso, acho que esse é motivo de estarmos aqui, para falar sobre o que está por vir.

ZANE: Sim, sobre o futuro.

MATTY: O próximo álbum se chama Music For Cars em referência ao nosso segundo ou terceiro EP.

ZANE: Ótimo nome para um álbum.

MATTY: Music For Cars sempre teve esse nome e nós… Nós sempre vamos fazer uma triologia de álbuns, não estou dizendo que depois desse é o fim do The 1975 mas é definitivamente o fim de uma era porque você tem que observar de um ponto onde… Eu estou muito consciente do tempo, eu sei que nosso primeiro álbum foi lançado em 2013 e o nosso terceiro álbum, a parte final da triologia vai ser lançado em 2018, é metade de uma década. Me tornei muito interessado em jovens vivendo suas vidas ao som do The 1975 nessa era ou naquela era mas eu quero que eles estejam conscientes que tudo está no mesmo tempo, é a mesma coisa.

ZANE: Deixe-me perguntar uma coisa que vai deixar seus fãs loucos. Existem coisas, camadas, dicas que você criou em suas músicas, vídeos, na sua arte, nos seus shows, em suas entrevistas, em sua linguagem que ninguém conseguiu captar ainda? 

MATTY: Sim.

ZANE: UAU. Porque eles são verdadeiros caçadores de tesouros.

MATTY: Existem algumas coisas que me deixam surpresos, essas pessoas criam teorias sobre coisas que não são verdades mas eu quase penso que deveriam ser!

ZANE: Que você deveria fazer isso!

MATTY: Sim! Eu fico pensando “eu poderia fazer isso, funcionaria!”

ZANE: Então, tem coisas que as pessoas não conseguiram captar ainda?

MATTY: Sim, especialmente sobre o novo álbum. Coisas que já estão recebendo referências.

ZANE: Wow, então você está pensando lá na frente…

MATTY: Sim, são coisas que eu pensei quando estava fazendo o I like it when you sleep, então eu sei.

ZANE: Sabe o que está por vir?

MATTY: É, tipo isso. O que eu sei, especialmente, é o que acontece em questão dos shows ao vivo, as pessoas estão simplesmente deixando passar e daqui um ano e meio elas vão ver como um aviso ou algo assim.

– Tocaram She’s American –

ZANE: Você já sabe o nome do novo álbum mas vamos falar desse por enquanto, She’s American, quando você escuta uma música como essa na Beats 1 e percebe o que você passou para fazer esse álbum, você já fez a turnê. O álbum tornou-se seu amigo, tornou-se um companheiro e um amigo para seus fãs, tem uma vida própria agora. Mas tocar músicas no rádio assim provavelmente o transporta de volta para aquele momento e aquela hora em um pequeno quarto no vale quando você estava produzindo o álbum.

MATTY: Me lembro quando você foi até lá.

ZANE: Você era um garoto louco!

MATTY: Eu estava sem camisa, maníaco. O que eu tendo a esquecer é a habilidade. Não tentando ser “oh minha habilidade” mas acho que, se eu voltasse e me lembrasse de She’s American, eu não sou um escritor particularmente fluido, eu não me sento lá e só faço prosa e esse verso incrível, você sabe o que eu quero dizer. A ideia apenas chega para mim, uma linha de cada vez, na parte de trás de um pacote cigarros, no carro ou algo parecido. Então eu me lembro que com She’s American, cada uma das linhas foi incrivelmente considerada. Agora, como você disse, tem vida própria, tem sua própria identidade e quando você toca, se esquece de tudo isso.

ZANE: A audiência a transforma em algo totalmente diferente.

MATTY: Uma vez que você escreve uma música, ela já não pertence mais a você, porque a objetividade vai chegar nela.

ZANE: Já te disse isso, cara. É o dom e a maldição de ser um artista. Você recebe o dom de fazê-lo e, em seguida, você não consegue experimentá-lo da maneira que os outros conseguem.

MATTY: Eu gosto de pensar que posso chegar tão perto quanto talvez um artista possa. Por causa da minha natureza auto-obcecada. Estou muito disposto.

ZANE: Vou mudar de assunto, eu sou muito narcisista, você escuta suas próprias músicas?

MATTY: Claro que sim! Excessivamente. Eu acho que, uma das regras que eu e o George críamos antigamente foi por conta estarmos tirando referências de muitas pessoas. Não gostávamos quando bandas se inspiravam demais em outras bandas. Tudo bem se inspirar na música de uma banda. Então está tudo bem em ter uma sonoridade que se parece com “Remain In Light” mas a sua banda nunca poderá soar como Talking Heads.
Então nosso plano para resolver isso foi nos inspirarmos em nos mesmos. Pegamos nossas demos antigas e escutamos, porque sabíamos que gostávamos da nossa banda. Vamos ouvir nossas demos e pensar que elas não são nossas, veremos o que podemos extrair daquela música para fazer uma nova.
Quanto mais você faz isso, mais você sabe, tentamos extrair coisas de Chocolate umas trinta vezes, mas você não pode fugir do fato que é um mix e se fizermos outro, então seria apenas outra versão de Chocolate. Existem muitas regras que você precisa seguir. Inspirar-se em si mesmo é ok. Se toda música soa diferente, está tudo bem.

ZANE: Quais são as outras regras?

MATTY: Se não me faz dançar ou chorar nas primeiras 48 horas, normalmente, nos livramos daquilo. Porque é o que as pessoas precisam se lembrar, a regra para isso foi sempre a preservação de o George e eu sermos capazes de sentar em um quarto e fazer álbuns. Como fizemos no meu quarto, então no ônibus da tour e agora é no… ônibus da tour.
Sempre foi o objetivo principal, porque é quando estamos mais felizes. Quando estou fazendo música com o George, e eu encontro algo, eu coloco esse sentimento, com todo o sentimento carnal que tenho. Como um sentimento sexual ou uma fome. Não é algo superficial. É algo que erradica o interesse pela cultura ou como vou ser percebido. É uma verdadeira catarse.

ZANE: Algumas vezes, esses sentimentos, eles precisam de tempo para amadurecer, quero dizer… Algumas vezes é necessário que outra pessoa entre no quarto e te diga “isso tem sentimento” e então a música vai se tornar um dos seus maiores hits. Algumas vezes, você precisa dessa pessoa.

MATTY: Realmente, essa pessoa é necessária.

ZANE: Nesse caso, em particular, essa pessoa é…

MATTY: Zane Lowe.

ZANE: Você está muito certo! Poderia facilmente ter sido uma história diferente.

MATTY: Sabe, deveríamos contar as pessoas essa história, Vou contar para você não parecer arrogante. Eu estava em Woodland Hills fazendo essa música. The Sound, estávamos comentando sobre ela, e o que Zane disse para mim foi que a razão para gostar tanto desta música é porque ele era pura alegria. Então, no primeiro álbum haviam elementos onde eu fingia não me importar. Mas a verdade é que eu me importava um pouco. Estava preocupado em como era percebido.
The Sound foi uma música que não entrou no primeiro álbum, eu te contei isso. Eu ouvia e pensava “é tão pop”.

ZANE: Cara, eu posso imaginar The Sound sendo tocada ao vivo no Aid, Philadelphia porque é lá que o pôr do sol está, com os backing vocals e tudo mais. Você se encaixaria perfeitamente lá. Jack Nicholson dizendo “Em seguida teremos Tom Petty, mas agora The 1975”.

MATTY: Eu fiz isso por três horas no estúdio. “Sou Zane Lowe, escute isso”

ZANE: Eu não disse “Eu sou  Zane Lowe”, isso é outra coisa. Mas eu disse “você está louco se não for terminar isso!” Você só precisava da dica.  No fim do dia, a faixa estava terminada mas essa foi uma grande gravação para você no meio do álbum em si. Eu quero passar um pouco dos próximos minutos falando sobre esse álbum porque merece uma reflexão fiel.
Primeiramente, eu tenho a sensação que as pessoas que estão ouvindo isso estão agindo como se você tivesse falado sobre o futuro e ainda assim o afastasse. Gostaria continuar apimentando isso. Quero ter a chance, enquanto as pessoas estão super engajadas, de discutir sobre o que você pode dizer das gravações e a forma que elas tem agora.

MATTY: O que precisa, é ser o ultimate album do The 1975. Então precisa ter, como você disse, toda a referência e subtextos que nossos fãs vieram não só a amar mas precisar no contexto do The 1975.

ZANE: Você está gravando?

MATTY: Se estamos gravando agora?

ZANE: Agora.

MATTY: Sim, estamos gravando. Mas é diferente, eu descobri que será um álbum interessante. Quero fazer um álbum que seja a representação de tudo que fizemos antes e é essa a dificuldade, com esses outros dois álbuns para extrairmos material. Então fica mais conceitual.

ZANE: Vocês mudaram a forma da música pop. Eu disse isso fora de registros e eu quero dizer onde esteja registrado. Nos últimos dois álbuns, vocês influenciaram artistas, estando eles ciente disso ou não. Em um campo que era considerado de rock’n roll, vocês abriram uma porta para música pop, para experimentos e brincadeiras.

MATTY: Despojando o que compõe o The 1975 me leva para coisas como, nossas inspirações, agora são The Great American Songbook. Eu queria muito escrever “Somewhere Over The Rainbow”. Eu quero escrever “One Fine Day”. Eu quero escrever as melhores músicas do mundo.

ZANE: Existe uma música onde você chegou bem perto disso. (Somebody Else)

MATTY: Sim, é incrível. Eu não vou negar. Quer dizer, é uma música inacreditável. Porque, assim que terminei de escrever… São tipo três acordes e basicamente três refrões. Assim que terminei de escrever, eu fiquei tipo “sim, isso é uma música, um sucesso”. Não se importe, não se incomode, não precisa se importar porque não me levou muito tempo. Fizemos em um dia, George e eu. Então estávamos meio: é um sucesso, uma melodia. Eu não preciso soar modesto porque, escute.

ZANE: Liricamente.

MATTY: Obrigada, cara. É sobre culpa. Tocamos essa música todas as noites, as pessoas enlouquecem. Penso “Wow. As pessoas são tão… emo”. As pessoas apenas amam músicas tristes. Eu vou fazer algo onde, obviamente não estou sofrendo e as pessoas falarão “sim, certo.” Então vou colocar meu coração para fora e as pessoas falarão “sim, eu amei isso!”
As pessoas simplesmente amam pessoas danificadas. 

ZANE: É visceral.

MATTY: Suponho que seja.

ZANE: Se você consegue fazer pessoas chorarem e dançarem ao mesmo tempo, você ganha.

MATTY: Essa música é sobre isso

ZANE: Três corpos no mesmo gancho e você tem uma vitória. Honestamente, você escreveu alguns grandes lemas e grandes pensamentos completos, algumas grandes canções, grandes conceitos. Acho que essa é a melhor letra completa que você escreveu.

MATTY: Eu concordo com você nisso. Objetivamente concordo com você.

ZANE: Todas as linhas desse single são um clássico borderline. Uma escrita pop desoladora.

MATTY: Muito obrigado. Não quero ceder muitos elogios mas acho que pensei nisso. Porque você não tem a experiencia de escrever e escutar isso objetivamente. Você tem um ou o outro.

ZANE: Vamos dizer boa sorte, você tem uma tour para terminar. Sobre o que vai ser o resto do ano? Dê alguma coisa para sabermos para onde estamos indo.

MATTY: Vamos ser headliners no Parklife e no Latitude, como nossos últimos atos. Ainda temos que fazer nosso melhor álbum.

ZANE: Então você vai voltar e gravar esse álbum, Music For Cars. Está vindo em 2018.

MATTY: Fazendo isso em minha casa. Vou apenas pegar quem quiser trabalhar nisso.

ZANE: Você vai acordar todas as manhãs nesse lugar e vai trabalhar nisso. Eu vou amar.

 

Tradução: Anny Caroline

 

Colaboração: The 1975 Tour & Eliana Posadas

 

 

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